terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Par ou Ímpar

De onde vem a luz que a gente vê
Ou sente, incidente, dormindo silenciosamente
Estampando um sorriso inocente
Demente mundo que se atrasa
Um segundo...
A Terra não é pontual, se atrasa
Para poder esperar... a espera


De onde vem aquele que vem
Se minha espera se desespera
Ao ter que pegar outro trem
Nesta estação, verão, onde as chuvas caem
E minha bôca ainda seca
Cede desejo e sacia.

De onde vem?
Nem sei se quem vem é quem espero
Ou já passou e não vi
Percebi e nem senti
Pois a própria Terra se atrasa
E no atraso acompanho.


De onde vem, enfim?
Não posso adiantar ... o atraso
Não possa atrasar o que está adiantado
O côncavo pode ter sido um dia um quadrado
Que se atirou ao calor da mudança
Muda dança
Sem par e nem ímpar



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