No dia que o Brasil comemora
Proclamação da República
Presos os mensaleiros, decreta Joaquim.
Grita Genuíno
"Inocente, inocente"
Sou um "preso político"
Genoino é um genuíno político, agora preso
Que ainda não percebeu que o Brasil anda mudado
E que não mais emudece.
Por muito menos um cidadão comum
Comumente seria preso, condenado
Desarmado de seus direitos
Encarcerado na mesma cela
Onde mais de 30 compartilham o mesmo espaço
De três por três
Ou dois por um
Sendo trabalhador
Batalhador que mal vê a família
Vendendo horas prá comprar pão
Má educação
E nenhum lazer
Somente podendo engolir a cana
Acreditando que seu time, campeão
Ele também o é
Genoino compartilha com um só
Seus três por três, quadrados
Em prisão especial
E sua privação não é provação
E sua voz ainda ecoa pelos corredores
Exigindo sua vez
Obrigado Joaquim
Que mesmo se chamando Barbosa
Escuto Brasil
Pois ambos começam com "B"
E "bom" também começa assim
Como é tantos assados
Assim e assados
Obrigado Joaquim
Mostra a cor da revolução, da mudança
Numa dança que prenuncia novos tempos
Novos valores
Verde, amarelo, azul e branco
Queria que você visse onde fica o circunflexo do meu E. Que atirasse a corda que atiro e juntos subíssemos o Aconcágua. Quando a rocha se desprendesse, fossem rodas para deslizarmos com nossas pranchas a surfar, minúsculos como poeira ao sabor do ar, gigantes como dominadores dos movimento e equilíbrio, sinuosos em rodopios e leveza.
sábado, 16 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Ratos nos porões
É muito mais fácil tratar de forma igual os desiguais
Do que os iguais, de forma justa.
É muito mais fácil adotar o padrão
Do que recriar a criação.
Dizer o que se sabe, quem sabe,
O outro consiga entender
Compreender o elo que se faz
Entre a voz e o que se sente
Não é preciso muita comida prá sobreviver
Mas sempre comemos como se fosse a última refeição
Última afeição
Aberto o alçapão
Aborto
Não é preciso ser muito preciso
Prá aceitar que o dente dói
Pois precisa cair
Sair da boca
Antes que feche
De vez
Ainda vejo por detrás
Do que o monte esconde
Em minha miopia, minha idiotia
Publicada em minha face
Coberta de alfaces secas
O governo continua num desgoverno insano
Gastando além do que pode
Pagando além do que vale
Enquanto os ratos continuam nos porões
Do que os iguais, de forma justa.
É muito mais fácil adotar o padrão
Do que recriar a criação.
Dizer o que se sabe, quem sabe,
O outro consiga entender
Compreender o elo que se faz
Entre a voz e o que se sente
Não é preciso muita comida prá sobreviver
Mas sempre comemos como se fosse a última refeição
Última afeição
Aberto o alçapão
Aborto
Não é preciso ser muito preciso
Prá aceitar que o dente dói
Pois precisa cair
Sair da boca
Antes que feche
De vez
Ainda vejo por detrás
Do que o monte esconde
Em minha miopia, minha idiotia
Publicada em minha face
Coberta de alfaces secas
O governo continua num desgoverno insano
Gastando além do que pode
Pagando além do que vale
Enquanto os ratos continuam nos porões
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