sábado, 16 de novembro de 2013

Genuinamente José

No dia que o Brasil comemora
Proclamação da República
Presos os mensaleiros, decreta Joaquim.

Grita Genuíno
"Inocente, inocente"
Sou um "preso político"

Genoino é um genuíno político, agora preso
Que ainda não percebeu que o Brasil anda mudado
E que não mais emudece.

Por muito menos  um cidadão comum
Comumente seria preso, condenado
Desarmado de seus direitos
Encarcerado na mesma cela
Onde mais de 30 compartilham o mesmo espaço
De três por três
Ou dois por um
Sendo trabalhador
Batalhador que mal vê a família
Vendendo horas prá comprar pão
Má educação
E nenhum lazer
Somente podendo engolir a cana
Acreditando que seu time, campeão
Ele também o é

Genoino compartilha com um só
Seus três por três, quadrados
Em prisão especial
E sua privação não é provação
E sua voz ainda ecoa pelos corredores
Exigindo sua vez

Obrigado Joaquim
Que mesmo se chamando Barbosa
Escuto Brasil
Pois ambos começam com "B"
E "bom" também começa assim
Como é tantos assados
Assim e assados

Obrigado Joaquim
Mostra a cor da revolução, da mudança
Numa dança que prenuncia novos tempos
Novos valores
Verde, amarelo, azul e branco

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ratos nos porões

É muito mais fácil tratar de forma igual os desiguais
Do que os iguais, de forma justa.
É muito mais fácil adotar o padrão
Do que recriar a criação.

Dizer o que se sabe, quem sabe,
O outro consiga entender
Compreender o elo que se faz
Entre a voz e o que se sente

Não é preciso muita comida prá sobreviver
Mas sempre comemos como se fosse a última refeição
Última afeição
Aberto o alçapão
Aborto

Não é preciso ser muito preciso
Prá aceitar que o dente dói
Pois precisa cair
Sair da boca
Antes que feche
De vez

Ainda vejo por detrás 
Do que o monte esconde
Em minha miopia, minha idiotia
Publicada em minha face
Coberta de alfaces secas

O governo continua num desgoverno insano
Gastando além do que pode
Pagando além do que vale
Enquanto os ratos continuam nos porões