Eu vou ficar, fincar, vincar aqui
Ar condicionar meu respiro
Inspirar, aspirar
Esperar medidas que mordo, mórbidas
Diante minha fome gratificada
Governo a dor, governador, a calúnia
De lhe ter votado e voltado
A derramar esperanças que não mais me esperam
E que me operam em armamento
Ornamento para meu furor
Abro o acesso ao medo que arremeda
Nas colinas das minas exploradas
Vazias pelos assaltos
Nunca vigiadas
Eu sei
Descanso ansiei
Mas a jornada é longa
Como é longa minha sina
Que me ensina lições
Que não mais aprendo
Vendo na sola do pés um calo
De tantos calos de minha garganta seca
Espalhados ...
Queria que você visse onde fica o circunflexo do meu E. Que atirasse a corda que atiro e juntos subíssemos o Aconcágua. Quando a rocha se desprendesse, fossem rodas para deslizarmos com nossas pranchas a surfar, minúsculos como poeira ao sabor do ar, gigantes como dominadores dos movimento e equilíbrio, sinuosos em rodopios e leveza.
terça-feira, 30 de junho de 2015
Vida
A vida não passa por nós...
Ela passa através de nós e nos cospe contra a parede
Como um escarro de uma embolia
Enquanto uma falsa visão de tempo
Tempera o que nos finda ao escoar
Felicidade se tempera com dor
E os condores voam!
Tristeza se tempera com alegria
E a alergia coça
Num destempero corporal, colossal.
A gente desmonta e monta nossos castelos
Ao mesmo tempo em que ficamos no tempo
E a vida
Não considera sonhos e sono
Não considera planos e altiplanos
Simplesmente leva como um tsunami
Os rabiscos que escrevemos na praia
Remarcando o penteado dos seus cabelos
Revoltos de intemporais certezas
Do que seja agora, ontem ou amanhã
Ela passa através de nós e nos cospe contra a parede
Como um escarro de uma embolia
Enquanto uma falsa visão de tempo
Tempera o que nos finda ao escoar
Felicidade se tempera com dor
E os condores voam!
Tristeza se tempera com alegria
E a alergia coça
Num destempero corporal, colossal.
A gente desmonta e monta nossos castelos
Ao mesmo tempo em que ficamos no tempo
E a vida
Não considera sonhos e sono
Não considera planos e altiplanos
Simplesmente leva como um tsunami
Os rabiscos que escrevemos na praia
Remarcando o penteado dos seus cabelos
Revoltos de intemporais certezas
Do que seja agora, ontem ou amanhã
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