Em verdade estamos viciando-as na arte de serem ajudadas
Pois desconsideram responsabilidades e abraçam inconsequências
No credo de que sempre haverá aquele
Que segurará suas barras, ensandecimentos e destemperos.
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Às vezes a melhor maneira de ajudar é não ajudar
Ou saber dominar a dosagem da ajuda
Deixar que os ovos das tartarugas ecludam
E evitar de jogá-las diretamente ao mar
Pois se ao mar o fizer
Estará sendo rompido um ciclo
Condenando com a ajuda, sentenciando-as a morte.
A prática da misericórdia vai desde doar um pedaço de pão
A sacrificar a cria, que sofre.
Entender os dogmas é alcance inatingível
Só a sabedoria é capaz de entender quando o fósforo riscado
Poderá acender novamente a chama
Quando na hora da ceia
Rugir a fome que famélica
É capaz da fagia do próprio homem
P´ra saciar o homem
Ajudar ao próximo nem sempre é ajudar quem está perto
E sim àquele que precisa, verdadeiramente da ajuda
Pois quem precisa não pede
Quem pede, pede mesmo sem saber que pede
E é capaz de jogar ao chão as migalhas
Procurando ao longe
Novo ajudador.
Às vezes com a ajuda do próximo
Edifício que desaba
Leva ao chão outros dois
Av. 13 de maio, Cinelândia, Rio
25 de janeiro ano de 2012
"Ainda não se sabe o que teria causado
O desabamento do edifício"