segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Futuro

Mente quem diz que é passado
Quando ainda se lembra, sente
O calor  do fogo aquecendo a invernada
A dor do beijo quente amputado
Amendoim in natura descascado
http://www.claudiafarnesi.com.br/wp/?m=200901

Mente quem diz, quem pensa
Que a pena foi comutada
Por uma pena mais branda, brinde
O sinal dos tempos ainda não aconteceu
Talvez o tempo se acabe mesmo sem o sinal
Verde ... que te quero verde

Mente, minta se diz
Que a menta que esta bala tem
Refresca...
Que desta fresta onde entra luz
Possa ver o futuro que tão próximo
Não precisa de luz p´ra acontecer

Libélula

Uma libélula plainou e pousou
Levemente na folha balançante
Acariciada pelo vento insistente
De uma tarde de inverno eterno
http://www.fotolog.com.br/pohseeb/61468501

Um meio sorriso brilhou nos olhos
Era hora das desoras
Onde cavalgava os olhos perdendo-se na imensidão
De um largo horizonte desenhado
Em 360 graus

Prá quê pagar passagem prá ir nesta viagem
Onde há sempre lugar e nunca lota
Prá quê procurar lugar se não precisa locar
Ai está o verdadeiro comunismo
E onde nenhum poder conduz nenhuma ideologia
Pois fugir da liberdade tem sido
A meta insana, incessante e constante do homem.

Uma libélula levantou vôo, alçou
Olhei minhas asas
Senti que delas precisão não tenho
P´ra pode voar

Uma libélula alçou vôo
E junto com ela sai a voar
Imaginando que não mais precisarei voltar
Armar e desarmar arcabuzes
Brandir espadas e gritar o Ipiranga
Pois a liberdade está armada
Para libertar todas as prisões