terça-feira, 30 de junho de 2015

Vou ficar

Eu vou ficar, fincar, vincar aqui
Ar condicionar  meu respiro
Inspirar, aspirar
Esperar medidas que mordo, mórbidas
Diante minha fome gratificada

Governo a dor, governador, a calúnia
De lhe ter votado e voltado
A derramar esperanças que não mais me esperam
E que me operam  em armamento
Ornamento para meu furor

Abro o acesso ao medo que arremeda
Nas colinas das minas exploradas
Vazias pelos assaltos
Nunca vigiadas

Eu sei
Descanso ansiei
Mas a jornada é longa
Como é longa minha sina
Que me ensina lições
Que não mais aprendo
Vendo na sola do pés um calo
De tantos calos de minha garganta seca
Espalhados ...


Vida

A vida não passa por nós...
Ela passa através de nós e nos cospe contra a parede
Como um escarro de uma embolia
Enquanto uma falsa visão de tempo
Tempera o que nos finda ao escoar

Felicidade se tempera com dor
E os condores voam!
Tristeza se tempera com alegria
E a alergia coça
Num destempero corporal, colossal.

A gente desmonta e monta nossos castelos
Ao mesmo tempo em que ficamos no tempo
E a vida
Não considera sonhos e sono
Não considera planos e altiplanos
Simplesmente leva como um tsunami
Os rabiscos que escrevemos na praia
Remarcando o penteado dos seus cabelos
Revoltos de intemporais certezas
Do que seja agora, ontem ou amanhã

domingo, 8 de fevereiro de 2015

ASS e DIU

Consentimentos com sentimentos
Ditadura que é dita dura
Mas que não é tão dura assim
Pois que o governo do povo
Pelo povo e para o povo
Ainda continua na esfera filosófica
E os poderosos, minoria,
Ainda usam a maioria
Para continuarem repousando
No berço esplêndido.

Hein? Vou vendo
Como e vou tomando um AAS
Cio só garantido com um DIU,
Mas,
Povoar de bebês este país
Podem garantir um futuro.

Eles usam um guarda-chuva
Apesar de tanta chuva
Usam nossa sede
Prá saciar as suas próprias
Usam nossos sonhos
Prá aplacar seus pesadelos



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Planeta Água

Vivo num planeta telúrico
Coberto por 71% de água
Mas não há água
E muitos morrem de sede
Racionamento
Deserto

Ceda senhores governantes
Um governo que seja para todos
E que nenhum brasileiro seja mais brasileiro que o outro

A "dita" dura ainda continua
Com o poder econômico, com o foro privilegiado, com os grupos de interesses
Enquanto o povo só é importante
Na hora que despeja o voto
E se esquece de dar descarga

É fácil  eleger
Mas impossível arrepender-se

Vivo num país ensolarado e com grandes correntes aeólicas
E uma crise de energia gera bolsões de apagões
Onde os consumidores tem a 5ª energia mais cara
De todas as nações do planeta
E pernetas
Continuamos capengas
Transpirando incompetência
Num palco das copas
Teatro das convenções