sábado, 14 de maio de 2011

Missão de Vida

Há quem diga que todos nós temos uma missão
Missionários, aceitemos ou não,
Só não sabemos ao certo se a ela
Fomos confiados ou não
Se somos nós quem a escolhemos
Ou se imputados pelo desígnio Maior.
http://browse.deviantart.com/?order=24&offset=96#/d3hetr7

Se cada um tem uma missão, então,
O ideal seria saber quem tem desígnio similar
Pra dividir a cruz e levá-la ao calvário
Dividindo as chibatadas e o peso
Tornando é árduo, menos cáustico,
Dividindo a gota d´agua
Depositada no mesmo cantil.

Falam tanto de arbítrio
Falam tanto do mal e tão pouco do bem
Falam tanto que e pena mais justa
Seria perder a língua decepada no cepo
e os dedos no prelo

De fato o silêncio tem menos chance de ser fato
Mas o amor nasce também do silêncio
E nele se silencia

Dia 13 de maio. Dentista.

Ontem, dia 13, sexta-feira 13
Manhã de maio, 08 horas
Entrevistado pelo Dr. Luiz Ricardo
Consumamos uma exudação dentária
Sem traumas e sem violência
Dentro do profissionalismo mais perfeito

A perda do dente foi infinitamente menos dolorosa
do que a ausência dele próprio.

http://browse.deviantart.com/?q=dentist&order=9&offset=48#/do5tgd
Assim também é a vida
Perdemos sempre alguma coisa
Seja de forma irreparável ou não
Mas a perda sempre será menos dolorosa
Do que a ausência permanente do que se perdeu
É um pedaço, um membro que se extirpa
Qualquer outra coisa que se coloque no lugar
Sempre será, simplesmente uma prótese.

Silêncio

Escutar o silêncio nem sempre é ouvi-lo.
Por trás do silêncio há sempre profusão falaz
E sempre nossa resposta é também com o silêncio
Apesar de o corpo falar mais alto
Sintonizado em desnorteio e alterações.

Elocubrar pouco adianta
Pois que instalado está a revolução
E o que resta são os corpos
Pois nem mais de vítimas se podem chamá-los
Pois a vida deles já se fora.

Os olhos!
Ah os olhos!
Leitura deles e leitura neles
Recurso da criatura e do criador
Pra o diálogo entabular
http://www.funlinx.to/funlinx_picdump_193_2865m.html
Quando os outros sentidos já estão tão sem sentidos
Que sinto muito
Mas já não sinto
E vejo na memória tanta vida
Que é a chama que alimenta ainda uma vontade
De continuar a viver.