Que me pergunto se sou, quem me calo,
Ou se me calam.
Ando tão silencioso que me pergunto
Se sou eu quem imita o silêncio
Ou se é o silêncio que se cala em mim
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Que não sei se estou a divagar
Ou suspenso prá germinar
Ando tão irritadiço e tão explosivo
Que não sei se me alimento de nitro
Ou se escarro fogo e abundância
Ando tão genocida
Que acredito que uma nova era precisa surgir
E que o resgate humano ainda é tempo
Antes do tempo surgir.
Ando assim, tão ensimesmado
Que do mesmo lado em que estou
Nada vejo que não seja meu respiro
Entre tantas outras respirações
De inspirações perdidas
Em um turbilhão de vozes ininteligíveis
Babel

