Conheci Osmir ainda no século passado
Sedento como um "camilo" no meio do deserto
Compunha seus versos diferente dos de Carlos, o outro Gomes,
Pois Carlos fazia música
E Osmir, poesia.
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A poesia de Osmir
Nasceu sempre como propostas de experimentos visuais
Movimentos e cores em aleatório
Bala de fuzil em uso
Na tomada da nova Bastilha
Como se fosse necessidade, carência de ser visto
Pela insipidez dos não poetas
Refletindo uma óbvia Verdade
Bem narrado por Platão
No Mito da Caverna
Até hoje não sei se Osmir é negro ou branco
Pois como Michael
Continua unânime como Mozart ou Zumbi.
Só sei que fios brancos já lhes rompem abusados
O couro cabeludo e o queixo
E ele, sem se queixar, exibe no olhar
Morfeu e Arlequim
Prometeu e as correntes
Ninguém que tenha conhecido conseguiu andar
Atrás ou a seu lado
Pois poeta é assim mesmo
Acaba de chegar e já vai saindo.



