quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Moderna Idade

A modernidade não moderniza a idade
E nem é uma moderna idade.
O hoje  moderno é amanhã memória
Ou esquecimento, aquecimento prá um novo, velho por vir

http://mateusbrandodesouza.blogspot.com/2010/12/o-testamento-do-mendigo-urbano-reis.html

Após 41 anos o homem ainda não se mudou prá lua
Pois ainda não destruiu de vez a Terra
Apesar de tentativas titânicas e satânicas
Acumulando riquezas que nem sua décima geração
Consegue gastar.


Colarinho branco quem usa são os clérigos
Mas quem ganha são os anticlericais
Imunes da justiça
Mas ainda mortais
Como o cão e o gato
O leproso e o pagão
O rico e o menos rico
E aquele que não tem nem a sombra
Pois que a mesma se usa dele
Prá esconder-se do sol.

As castas estão longe de serem castos
E os cintos dos que continuam gastos
São abertos pela cultura de massa
Onde o poder controla a informação
E a informação se corrompe em conveniências
Dentro da manobras e das proporções.


É muito mais cômodo não ver quem defeca
Criando reservados e portas fechadas
Mas as fezes ainda continuam indo prás águas do rio
Que cortam a cidade em duas
Margem direita e esquerda
E inunda o ar e o meio de uma fedentina insistente
Que só termina quando a gente se acostuma
A não diferenciar ar puro do impuro
Fedor e ardor
Mel e fel
Amor e sexo
Matar ou morrer.









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