quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Floresta

Sob a árvore que fronda e viça
Nada nasce ou cresce que não sejam folhas
Sepulcras em decomposição.
http://www.sopapeldeparede.com.br/florestas/floresta-3d/

Sob a árvore que fronda e viça
Só há repouso e fresca
Torpor e proteção

A árvore é quem delimita seu espaço
Apesar das raízes não terem fronteira
Fincada, calcada no chão.

O homem quer ser árvore
Mas ainda não aprendeu controlar seu alcance
Não aprendeu o que é sacia
E nem o que seja corromper
Ou ser corrompido.

O homem precisa aprender com as árvores
P´ra se aproximar do sentido
Compreender o que seja
Uma grande, floresta imensa!

4º Poder

A capacidade de gestão
Capacita a digestão 
De quem sabe, a doação,
De mais uma ação
Onde a caneta esferográfica entenda
Que está sendo substituída pelo teclado 
E os meios que atingirem um maior alcance
Para canalizar o quarto poder
Invadindo as mídias
Ocupando territórios
Onde antes só dava Kadafi , Saddam
E até o esquecido Idi a mim.
http://www.torcedorcoral.com/blog/textos-de-amigos-e-convidados/a-cartilha-o-quarto-poder-e-o-profissionalismo/

Foi um representante do quarto poder
Que acreditou que Bush fosse uma barata
Atirando-lhe um sapato
E se esquecendo que as baratas resistem
Inclusive ao poder da bomba atômica

Foi um representante do quarto poder, calado:
Tim Lopes, pelo tráfico e os interesses
Mas não foi calado o poder
De poder ter e falar
Acreditar que não há fortes e fracos
Mas adaptados sempre 
Ás frentes que regulam o existir humano
Tentando resgatá-lo do caos
De sua própria existência.

O capital

João Amazonas faleceu em 27 de maio de 2002
Acreditava que o capitalismo selvagem era autofágico
E que chegaria o dia em que a exploração do homem pelo homem
Seria sua execração social fatal
E ai estaria preparado o campo
Para o nascimento e a permanência do socialismo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Amazonas

Grécia ameaça moratória
As contas da Itália e os impostos não são exemplo
Para nenhum país Europeu
Portugal que dantes tantos quintos nos levou
É mais um dos países do Euro onde o capitalismo se envagina

Mas os maior dos exemplos gêmeos
É dos EUA que pula feito pipoca
E já sabe o que seja desemprego, fome e desabrigo.

Antes o mundo caminhava a passos centenários
Hoje os passos são medidos em décadas
E em décadas muda o mundo.
Só espero que a capacidade de adaptação do homem
Seja tão rápida quanto as mudanças
E que após tantos milênios
Saiba o que é ser... social e humano.


Desenganos

Ontem pensei que meus desenganos
Não me enganassem
Mas hoje sei que eles não vinham de ti e sim de mim
Pois de ti esperei tanto
Sem que me pedisses p´rá esperar
De ti acreditei tanto
Sem que me pedisses p´rá acreditar
A ti me doei tanto
Acreditando que pudesse e não pude
http://jmsdramaqueen.blogspot.com/2011/07/esse-tal-de-amanha.html

O homem nasce romântico e o tempo
Faz nascer um outro homem.
A gente carrega uma culpa e paga a culpa
Nega as origens e sorri diante da dor
Como se a dor fosse o destino
O hino de seus aportes.

O tempo faz com que a gente não veja o campo de flores
Mas os espinhos
Faz com que não ouçamos o rock
E sim o barulho
Faz com que não adocemos o suco
E apreciemos mais a propaganda do que o espetáculo.

O tempo prenuncia que é nossa passagem
E que não ficaremos
Mesmo vivendo
Não somos mais os mesmos
De quando livrávamos o copo do álcool
Trocávamos as noites pelos dias
E que acreditávamos que o amanhã nunca chegaria
... mas o amanhã está ai!

domingo, 18 de setembro de 2011

Cinco estágios de Kubler-Ross

Negação.
Tanta gente p´ra viver, vive
Acreditando que o sempre viverá
Imortal como um deus do Olimpo
vencendo lutas
Colhendo troféus
Tantos onde não mais tenha, 
Ou possa guardar.
http://www.forumespirita.net/fe/off-topic/cantinho-da-amizade/11160/

E com o tempo vem a raiva, 
Pois ninguém é invencível 
E a imortalidade não existe
É hora de parar e pensar
Reposicionar o eixo
E encontrar o equilíbrio.
O homem é homem
Só enquanto vive

É preciso que a negociação
Seja o emblema para tua cura
Acreditares que és falível 
E que pode ser efêmero a casa, 
O carro, a família, o poder, o amor.
Precisarás dar e acreditar que dando
Receberás.

Se caíres em  depressão
Seu processo de criação estará seleto.
Estarás diante de ti e de nenhum outro
Diante da decisão e indecisão
Como nunca estivestes antes
Diante de respostas soltas no ar
Onde seu pincel ou cinzel 
Esculpirão tua obra mais prima
Tua escuridão mais irmã
Ou teu fim mas cruento.


Ai estarás concluindo um ciclo
Entrando na aceitação
E onde poucos conseguem chegar
Pois ai está a plenitude
O equilíbrio e a visão de que a cadeira tem 4 pernas
Que os lírios do campo
"Não trabalham e nem fiam
Mas que Salomão em toda a sua magnificência
Nunca se vestiu como qualquer um deles!"

sábado, 17 de setembro de 2011

Meu Silêncio

O silêncio dos meus versos escondem
A calada do que movimento e onde movo.
Como um ovo, recolho o olho p´ra não ver
Nem ouvir o enredo que foi criado
Mas que queria envolver-me
Aprisionar uma liberdade de ser volátil
Agrilhoar energias que são do espaço e expansão
http://charquinho.weblog.com.pt/arquivo/2006/05/ar_puro

Ah meu silêncio!
Tão profundo que nem salgando
Dá tempero
Tão profundo que nem a corda 
Dá tamanho
Tão silencioso que nem ouvindo
Há quem ouça

Ah meu silêncio... seu silêncio!
Quanto mais se aquieta, se acomoda.
Há silêncio em um corpo inerte
Mesmo que na cara de quem sofra
Escorra fio em lágrimas
Escorra dor ou ardor
Rubor ou ódio.

Não há ruídos que incomodem
Nem grita que assuste
Não há dinheiro que apresse o preço
Que compre o que não há valor
E nem meu apreço hei de colocar
Retocar um verso que é sempre frente
Nua realidade sem transparência e sem chance
De ser uma nova flor.

Meu silêncio... pode ser uma lágrima
Como pode ser um deserto
Ermo e fantasmagórico.

Meu silêncio pode ser silente
Transporte do que me cala
Grilhão do que me abandona