O que com duas marteladas se destrói
Às vezes aquilo que foi destruído
Jamais será reconstruído, reconstituído ou recomposto.
Da subida da escada
E do novelo de lã
Fio-guia p´ra sair ou entrar na gruta
Corda da viola sem violão
A natureza é madureza... ginasial
Que se repete em enchentes e vazantes
Secas e temporais
Mas que vai se renovando por causa do homem
E se defendendo do mesmo homem
Que depreda, apedreja e abate.
Ninguém sabe se a natureza tem olhos
Mas todos sabem que ela vê e que chora
Águas que eram de março ao chegar o verão
Mas que agora são de janeiro e que nem sempre
São promessas de vida, mas, de morte e avalanches,
Enchentes...
A natureza pode parecer morta
Mas só nos quadros de pintura
Pois os troncos secos seguem a lei de Lavoisier
E o anoitecer é dormida
Para novo amanhecer

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