sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Luz

Alguma coisa me diz
Que escondido de mim está
Estado latente de um querer transformante
Onde a mentira é barrada
E o mentiroso expulsado
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Quando se perde uma rota
Perdido se está
Difícil voltar ao começo
Pois depois de iniciado não há mais começo
E se voltar só achará indícios
De onde aconteceu a partida
Que agora está partida
Transformada em vagas lembranças
Cacos quebrados de um oratório
Onde nem mais se pode encontrar um santo
P´ra pedir ajuda ou xingar
Culpar com impropérios
Absolvendo nossos pecados
Pesados e compreendidos
Em nossa própria incompreensão
Do que seja ou deixe de ser
O ser


Quando se está perdido
É preciso se achar dentro da perdição
Pedir permissão p´ra loucura e ao louco
Rebuscando e transformando tudo o que é correto
Questionando a própria pergunta
Procurando nas sombras o que seja réstia
... de luz
Mesmo que não reluz
E que nem seja em Queluz
Nem precisa ser ouro
Só luz

Tudo o que vivi

Tudo o que vivi 
De alguma forma ainda vive
Tornando-se o que sou e como sou e ando.
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À toa mando mas a natureza não ouve
Houve por bem seguir seu plano
Enquanto minha razão aplaina
Buscando um equilíbrio tosco.


Todas as respostas estão ai
Mesmo que minha cegueira seja tanta
Que não distinga cor e nem dor
Oração e esperança.


Quando creio compreender a loucura
Pretenso achar que minha sanidade
É mais pura estrutura
Que não se abala
E a bala
É só açúcar e edulcorante


A ignorância e a alienação pode ser dádiva
Anestesiando tanta vontade incontida
Barrada pela invasão dos muros
Quando a gente percebe que as asas prometidas
Ainda não cresceram

O homem

Desde que o homem é morto,
Afora um milagre como o de Lázaro,
De nada adianta adiantar procedimentos
Aplicar ciência, rezar para que as montanhas mudem
E mudo prometer que nunca mais falará
Pois que o homem é morto
E do pó ao pó voltará.
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Desde que o homem é vivo
E como vivo tem o poder da morte
Tanto a morte pelo extermínio
Quanto a morte pelo esquecimento
E em ambas situações
Repete o poder de Deus
Sobre o destino das coisas
E o modo de pertencer


Só como vivo o homem compreende
A incompreensão e também incompreende.
Só como morto o homem descansa de ser vivo
E lutar p´ra continuar a viver.


Se como vivo o homem repete Deus
Como morto o homem esquece Deus
E de como fazer p´ra repetir-se.


O homem, quando deixa de amar,
Castiga com o desamor e assume o medo
Escudo p´ra que o sofrimento não aconteça.
Se não fosse o sofrimento o homem não saberia
O que é prazer e felicidade.