sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Lenda da Moura Salúquia

Salúquia, filha de Abu-Assam
Noiva do príncipe Bráfama
Em Alentejo não esperava a retomada cristã
Das terras ocupadas.


Bravo Bráfama, lutou pelas terras e por Salúquia
Mas, argutos, os cristãos já venciam a batalha
E tomavam dos mortos as vestes
Para disfarçarem-se e entrar silenciosos
No Castelo de Al-Manijah
Onde Salúquia aguardava seu príncipe Bráfama.


Do alto da torre, Salúquia contemplava a chegada
Das tropas com seu pendão familiar
Ordenou inocentemente a abertura dos portões
Ansiando ver mais uma vez o seu amado
Mas horrorizada viu sair de dentro daquelas vestes
O inimigo que tomava o castelo e as guarnições


Iminente a derrota, Salúquia já se vendo como prêmio
Dos cristãos invasores que dizimavam
Sem o seu bravo Bráfama e sem esperança
Se atira da torre para o grande espanto
Do inimigo e da cristandade.


Criou-se ai a Lenda da Moura Salúquia
Que foi conquistada somente uma vez
Dando seu coração islâmico ao bravo Bráfama


A bela Saluquia preferiu a morte 
A cair nas mãos dos cavaleiros cristãos




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