Ir p´rá guerra sem escolha de voltar
Sem precisar suportar e nem pensar
No dia a dia, nos conflitos e promessas
Nunca cumpridas
De um conviver, querer, amar e sofrer.
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Na época das cruzadas a vida e a morte
Eram liames tão tênues que acordar vivo
Não era promessa de continuar assim
Quando deitasse o anoitecer, fugaz.
Não havia suicidas pois o que havia era avidez
De derrotar os inimigos da Igreja
Mesmo que prá isso tivesse que se atirar
Direto ao gume da espada pagã
Se atirar do cume de uma torre cristã
Ou se afogar nos fossos das barreiras inimigas
Hoje não há mais como fugir
Em um mundo controlado e articulado
Oligarquia comandada por minoria
Que arranca sempre grandes porções
Nacos de riqueza que nem conseguem gastar
Deixando ao povo o resto
De tudo o que restou
Hoje é preciso deitar e acordar
Sofrer, matar e morrer
Quando a natureza do acontecer
Amanhecer para cada um de nós
Na hora em que for preciso
Na conveniência do tempo e do espaço
E na edificação das coisas
Do tempo de cada um.

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