A vida não passa por nós...
Ela passa através de nós e nos cospe contra a parede
Como um escarro de uma embolia
Enquanto uma falsa visão de tempo
Tempera o que nos finda ao escoar
Felicidade se tempera com dor
E os condores voam!
Tristeza se tempera com alegria
E a alergia coça
Num destempero corporal, colossal.
A gente desmonta e monta nossos castelos
Ao mesmo tempo em que ficamos no tempo
E a vida
Não considera sonhos e sono
Não considera planos e altiplanos
Simplesmente leva como um tsunami
Os rabiscos que escrevemos na praia
Remarcando o penteado dos seus cabelos
Revoltos de intemporais certezas
Do que seja agora, ontem ou amanhã
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