Eu vou ficar, fincar, vincar aqui
Ar condicionar meu respiro
Inspirar, aspirar
Esperar medidas que mordo, mórbidas
Diante minha fome gratificada
Governo a dor, governador, a calúnia
De lhe ter votado e voltado
A derramar esperanças que não mais me esperam
E que me operam em armamento
Ornamento para meu furor
Abro o acesso ao medo que arremeda
Nas colinas das minas exploradas
Vazias pelos assaltos
Nunca vigiadas
Eu sei
Descanso ansiei
Mas a jornada é longa
Como é longa minha sina
Que me ensina lições
Que não mais aprendo
Vendo na sola do pés um calo
De tantos calos de minha garganta seca
Espalhados ...
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