quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A partida

Na verdade começar sempre é difícil...
Depois que se dá a partida
Quem define o destino é a estrada
E me pergunto sempre
Por quê em toda partida
A gente sempre tem necessidade de voltar?

A luz reverbera-se, mas, não volta a sua origem.

A origem continua sendo o lugar
De origem
Mas ninguem volta ao útero
Ou ao cano da arma disparada
Ou à vida, depois de ter estado pendurado na corda
Onde pendeu o pescoço de Alberto
Arrependido de ter inventado a nave

Que se tornou artefato bélico

http://mente-hiperativa2.blogspot.com.br/2012/04/o-hospicio-parte-2.html
Sei lá!
Acho que a caminhada é só um ensaio
Pois chega um dia que a gente sai e não volta mais
Mesmo que se queira voltar

Quando isto acontecer

Não adianta o estouro do pneu
O mensalão e nem o barulho do Cachoeira
Pois a Justiça será somente a dos homens
E a mídia, das estrelas

Quando isto acontecer

O homem não será mais homem
Será a fagulha de uma nova origem
Que nascerá em algum outro lugar insano

Diferente deste hospício em que nos tratamos.






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