segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vala Comum



Qualquer um é um gigante
Se comparado com um anão
Qualquer mão de um anão
Cobre outra mão, com um aperto
Se igualando em um perdão
Que tem a mesma grandeza no gigante
E se agiganta no anão
http://www.scn.org/rdi/kw-god2p.htm
Qualquer misericórdia não deve
E nem se paga se for confundida
Fundida com a idéia de miséria
Ou até mesmo, discórdia

Qualquer um oferta o pão
Quando o pão é farto
E a mesa, cheia
Qualquer cheia vira vazante
E qualquer chão, varrição

Aflição, desespero ou libação
É ausência serena de esperança
Pois nunca se sabe o que há por detrás da montanha
Que esconde outra e outras montanhas

Há pessoas que são tão pobres
Que sua única riqueza é ter dinheiro
E o único dinheiro que têm
Crêem comprar felicidade, longevidade e exclusividade
Têm medo de que a inclusividade
Possa torná-los iguais e não letais.

Qualquer um é branco ou negro
Quando dentro escorre o mesmo sangue
E os mesmos ossos que sustentam
Iguais em um e outro
Pichains, olhos puxadinhos, vermelhos, caucasianos
Filhos da mesma espécie
Predadores do mesmo pão
Suicidas na mesma ponte
Prisioneiros da mesma prisão
Escondidos por detrás das mesmas grades
Ou atirados na mesma vala
... Comum



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