Os poetas são aves raras e solitárias
Que usam as asas de poesia
Para consertar os estragos que o homem cria
Na criação do paraíso
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| http://obviousmag.org/archives/2007/07/drummond_morte.html |
Nas estórias que li dos meus heróis
Nunca terminavam com seus amores
Construindo uma família e uma vida juntos
Continuavam combatendo os malfeitores
Por toda suas existências
A vida não é perfeita
Pois enquanto vida não é etérea
E desde que se faz, como a luz,
Vai-se morrendo aos poucos até apagar-se.
A vida está mais como uma ida
Onde os caminhos que foram traçados, se apagam
E não temos como voltar e nem revoltar
Pelo que já está caminhado e terminado.
Os poetas são aves raras e solitárias
Incompreendidos, pois, que seus valores
Não tem valores
Pois que seus amores
É só um amor
Que ilumina toda sua poesia
E aquece ou congela uma vida inteira
Os poetas, sim, são aves
Onde o homem não alcança
Onde o ninho está nas nuvens
E todos os dias são nublados e úmidos
E onde as palavras soam como canções
Vezes cansadas, vezes troantes
Por dentro de um banal fone de ouvidos
... com fio

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