Hoje postei no blog
Um poema torto
Tão torto que só pude lê-lo, torto
Pés na cabeça
Sol nos pés
Era prá dizer tudo que ninguém quis ouvir
Era prá fritar o pão dormido
Já que o ôvo tava pronto
E a gordura ainda quente
Pedia prá não se conter
Espirrando da panela
Besuntando o ar, empestiando-o.
Falava de pena diferenciada pelo mesmo crime.
Prá um, aposentadoria compulsória;
Prá outro, pena de morte.
Falava das grades altas, elétricas onde criei minha prisão
Enquanto que fora delas, o mundo não tinha dono
E se apossava dele toda sorte miliciana
Toda morte pelo mais forte
Todo trote de resgate
Todo estupro e droga
Cabeças de ácidos vagantes
Numa procura de valores, tortos.
Falava da TV onde carne se farta à mesa
Onde sexo é moeda de troca
E o rebolado é a linha de frente
Da escola de samba e do funk
E as massas se movimentam como ondas
Maré que quando vai e já, volta,
Repetindo-se no infinito
A consciência coletiva cria monstros como
Hitler
E sonhadores como Marx
Palhaços como Chaplin
E pseudo homens como André e Edir, o Macedo.
Cada um tem sua crença e se engana quem pensa
Que é na diversidade burra que a sociedade é una
Quando o que mais precisa é evoluir
Em benefício de si própria.

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