quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Espia

Preciso apagar a luz
Mas o sol ainda brilha.
Preciso pagar a luz
Antes que vença
E as avencas povoem o meu jardim.
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Preciso esticar o pescoço
Até ouvir ranger os ossos ou breve estralo
Da coluna que me tira ao passar dos anos
Estatura e qualidade


Qualificar e desqualificar o que é complexo
Nada é tão simples quanto na época das máquinas
De escrever
Pois este era seu único fim: escrever
Mas os tempos escrevem multifunções e multimeios
Tocar banjo, piano e violoncelo
Usando uma única mão
Contramão de ver nascer o movimento
Geração expontânea
De um sorriso


E por falar em sorriso
Na boca dos ciganos eram que ouro
E hoje outros metais acertam o erro da natureza
Em qualquer um, cigano ou não
Botox perseguindo uma beleza comum
Fugindo da diversidade
Alinhando-se a conceitos crus
Arroz mal cozido
Carne crua


Ver o mundo passar
Sentado em uma cadeira
Não precisa ser pela TV
Quando mais a gente soma os algarismos
Mais se acentua a diferença

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