Queria que você visse
Onde fica o circunflexo do meu E
Onde fica o circunflexo do meu E
Que atirasse a corda que atiro
E juntos subíssemos o Aconcágua
E quando a rocha se desprendesse
Fossem rodas para deslizarmos
Com nossas pranchas a surfar
Minúsculos como poeira ao sabor do ar
Gigantes como dominadores dos movimento e equilíbrio
Sinuosos em rodopios e leveza
Minúsculos como poeira ao sabor do ar
Gigantes como dominadores dos movimento e equilíbrio
Sinuosos em rodopios e leveza
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Queria que entendesse o som do meu Z
E mesmo assim ouvisse o som de Led, Zeppelin
Que a corda que partisse
Da viola que tocasse
Fosse ponte p´ra nossos pés
Cruzarmos o oceano
Equilibristas alucinados
Neste circo sem platéia
Onde o tempo fosse nosso palco
E nossos, os aplausos
Onde o tempo fosse nosso palco
E nossos, os aplausos
Queria que a tônica de nosso acento
Fosse a marcação, cicatriz do verso
Nem toda cicatriz é de corte pela dor
Mas o trabalho, a oração e o pensamento
São estradas percorridas
Onde muralhas, precipícios e movediços
Desafiam nossa jornada.
Queria enfim que você quisesse querer
Queridos e quereres
Que encontrasse no meu sorriso
As falas de meu olhar
E nas falas de minha boca
Tudo que nunca conseguirei dizer
Pela gagueira hiato e rota
O mais belo recitar
Queria, como queria
Não precisar mais sonhar
Queria, como seria
Sonhando, desconhecer o que é ser, ter, pertencer
E saber

"Não precisar mais sonhar...
ResponderExcluirser, ter, pertencer...saber."
Suas palavras continuam como as que se escondem naquilo que sou.
]bj no coração ( lindo d+)