sábado, 27 de agosto de 2011

Esquecer?!

Há quem creia que possa esquecer
Aquecer o balão e explodir
E dai eclodir novos sentimentos
Alimentar novos pensamentos
Cimentando uma base para o renascimento
Mas o passado pode ser empírico p´ra muitos
E viver dele não é possível.
http://lectandome.blogspot.com/2010/04/esquecer-de-se-esquecer.html

Em verdade, o passado
Pode irascível projetar no presente
Sentimentos que afoga os olhos
Em poças transbordantes
Mostrando que o homem é atemporal
Vivendo um produto de sua história
Seja em seu tempo presente e passado
E até em outros tempos
Sem nunca ter tempo de fazer escolhas
Errando e errático
Adestrado em aplainar sentidos
Sabendo que em uma hora desta, quaisquer
Será chegado o tempo
Do fim de seu tempo
E só assim se apagará a luz
A memória
Sua existência

Aprendemos que temos que fugir da dor e do amor
Da cor e do sabor
Saber flutuar como a bolha de sabão
Vazia, lépida, ligeira.

Quando não há amor é hora da partida.
Quando somente a dor impera
Opera ali uma agonia irônica
Como pena por ter amado
Paga por ter sido escolha
Calvário sem salvação.

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