Preciso apear desta dor
De tudo que dói e destrói
Minha gana de ser, de estar ou permanecer
Mas eis que a cavalgada é veloz
E meu algoz destitui-me deste alento
Acreditar que o dito popular são vozes
Daqueles que apearam
Daqueles que se atiraram
E de quem nem conseguiu...
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Purgar em um oratório, esperar
Entender que a hora de pular e se atirar pode ser agora
E se não for perderei o trem.
Amém a todos os rosários
Tantas promessas, crenças...
Do sonho extraímos a esperança
Mas tudo tem um tempo prá maturar
E que nunca é o nosso tempo
É o tempo do próprio tempo tecendo
Colmeia construída por milhões de abelhas
Produzindo cera, favos de mel.
Minha existência é um arremedo
Diante da existência humana.
Meu corpo é somente uma ilha
Frágil contra um meteoro ou a fome.
Poderia ser um diamante ou um dia, amante,
E morrer como se nasce
Uma estrela musical.

" tempo do tempo tecendo
ResponderExcluircolmeia de minha existência.
Nem amante, nem diamante.
nascendo numa estrela musical."
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Como o ímpio que espreita testemunhas, aborto a rotina camuflando o pecado.
Venho aqui, como quem faz traquinagens,
e encontro a mim mesma desprendendo-me como bruma no limiar do amanhecer.
Encantada!
bj