A mão amassa a massa
Amassa, amassa
Até que a mistura seja suor,
Suada a tez
Tenha suor, na massa
Salgada, o gado
Se espalha ruminante
Nas pastagens.
A mão do anão amassa
A mesma massa que o gigante
Agiganta amassando
Nesta selva extra virgem
Cartão postal onde não há turismo
Natal é a capital
do Rio Grande do Norte
Mas o maior rio que nasce aqui
É o rio São Francisco
Abra o olho
Mesmo que o cisco feche
Mexe na tomada que acende a lâmpada
Do pisca-pisca da manjedoura
Natal prá o comerciante é dia 25
Mas na verdade natal é todo dia
Pois todo dia temos que renascer
Da morte
Que todo dia insiste matar
A esperança, a vontade, as conquistas
os escritos, os sentimentos...
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