Uma libélula plainou e pousou
Levemente na folha balançante
Acariciada pelo vento insistente
De uma tarde de inverno eterno
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Um meio sorriso brilhou nos olhos
Era hora das desoras
Onde cavalgava os olhos perdendo-se na imensidão
De um largo horizonte desenhado
Em 360 graus
Prá quê pagar passagem prá ir nesta viagem
Onde há sempre lugar e nunca lota
Prá quê procurar lugar se não precisa locar
Ai está o verdadeiro comunismo
E onde nenhum poder conduz nenhuma ideologia
Pois fugir da liberdade tem sido
A meta insana, incessante e constante do homem.
Uma libélula levantou vôo, alçou
Olhei minhas asas
Senti que delas precisão não tenho
P´ra pode voar
Uma libélula alçou vôo
E junto com ela sai a voar
Imaginando que não mais precisarei voltar
Armar e desarmar arcabuzes
Brandir espadas e gritar o Ipiranga
Pois a liberdade está armada
Para libertar todas as prisões

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