Adotei duas ferramentas que na maior parte do tempo
Afio
O fio está no verbo que ensaio
E no ódio que me corrói o peito
Com todo jeito e temperança
Que me vai retalhando inteiro
Gerando agruras e um silêncio torto
Apagando os sulcos por onde desciam lágrimas
Secando as veias e deixando o sangue negro
Correr ausente de oxigênio e vida
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| http://meucantobom.blogspot.com/2010/06/foice-e-martelo.html |
Quão feio será que me torno
Se me tomo como um ogre
Em atitudes contra mim mesmo?
Ainda bem que algo de bom em mim restou
Pois não vitimo outrem
Pois sou a própria vítima
Vendo agigantar a sombra
Emprestando a foice pois que o martelo
Lennin levou.

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