sábado, 14 de maio de 2011

Silêncio

Escutar o silêncio nem sempre é ouvi-lo.
Por trás do silêncio há sempre profusão falaz
E sempre nossa resposta é também com o silêncio
Apesar de o corpo falar mais alto
Sintonizado em desnorteio e alterações.

Elocubrar pouco adianta
Pois que instalado está a revolução
E o que resta são os corpos
Pois nem mais de vítimas se podem chamá-los
Pois a vida deles já se fora.

Os olhos!
Ah os olhos!
Leitura deles e leitura neles
Recurso da criatura e do criador
Pra o diálogo entabular
http://www.funlinx.to/funlinx_picdump_193_2865m.html
Quando os outros sentidos já estão tão sem sentidos
Que sinto muito
Mas já não sinto
E vejo na memória tanta vida
Que é a chama que alimenta ainda uma vontade
De continuar a viver.

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