sábado, 17 de setembro de 2011

Meu Silêncio

O silêncio dos meus versos escondem
A calada do que movimento e onde movo.
Como um ovo, recolho o olho p´ra não ver
Nem ouvir o enredo que foi criado
Mas que queria envolver-me
Aprisionar uma liberdade de ser volátil
Agrilhoar energias que são do espaço e expansão
http://charquinho.weblog.com.pt/arquivo/2006/05/ar_puro

Ah meu silêncio!
Tão profundo que nem salgando
Dá tempero
Tão profundo que nem a corda 
Dá tamanho
Tão silencioso que nem ouvindo
Há quem ouça

Ah meu silêncio... seu silêncio!
Quanto mais se aquieta, se acomoda.
Há silêncio em um corpo inerte
Mesmo que na cara de quem sofra
Escorra fio em lágrimas
Escorra dor ou ardor
Rubor ou ódio.

Não há ruídos que incomodem
Nem grita que assuste
Não há dinheiro que apresse o preço
Que compre o que não há valor
E nem meu apreço hei de colocar
Retocar um verso que é sempre frente
Nua realidade sem transparência e sem chance
De ser uma nova flor.

Meu silêncio... pode ser uma lágrima
Como pode ser um deserto
Ermo e fantasmagórico.

Meu silêncio pode ser silente
Transporte do que me cala
Grilhão do que me abandona

Nenhum comentário:

Postar um comentário