sexta-feira, 17 de junho de 2011

O nada

Só um tsunami pode varrer
Anestesiar a dor, levar
Lavar a chaga de sangue
Langue lágrima recorrente
Como os soluços que se entrelaçam
Amassam, corrompem
Todas as comportas da vontade
Do inusitado e da temperança
http://artureduardo.blogspot.com/2011/04/documentario-nada-videos.html

Uma montanha pode servir prá profetizar
Ou monitorar domínios
Impedir invasões e evasões,
Ser um lar onde a natureza converse
Através dos pássaros e do sol
Um diálogo que não está nos livros
Nem nos poemas mais bem escritos

Posso escrever sobre tudo
Todas as minúcias e como se equilibra a moeda
Dentro das múltiplas forças
Que controlam o globo
Mas ninguém compreenderá este vazio
Este exagero, este fenômeno,
Que me reduz a um grão
Menor do que o nada.

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