Para que possa compreender o outro
É preciso que compreenda o verso
Do verbo que ando entoando
Perdoar o erro
Mesmo sabendo que o erro é do homem
Um hiato que não se apaga
Compreender o outro sem julgar
Galgar o comprimento métrico do laço
E deixá-lo pender sem apertar
Deixar respirar no cadafalso
Pois há chance de a luz acender
No pavio da vela acesa ao santo
Após orações em desespero
E esperança avaliada
Paciência é prus japoneses
Ver vazar radiação
E acreditar mesmo que o nível crítico aconteça
E o mundo continue a sorrir
Ando cansado e sem canção alguma
Pra tocar
Ando tocando a vida e sempre há alguém
Que nem ouve.
Onde devo parar? Que fonte devo beber?
O gole de aguardente queimando a língua
Pra ver na verdade
A forma disforme em que o mundo gira

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